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Sobre privilégios

O caso Fabiana Cozza

Um caso que pode exemplificar esse tipo de situação que Matheus cita é o da atriz Fabiana Cozza, negra de pele clara, que foi escalada para interpretar o papel da sambista negra retinta, Dona Ivone Lara no teatro.

 

Fabiana Cozza renunciou o papel da Grande Dama do Samba no musical “Dona Ivone Lara – um sorriso negro”, com estreia em setembro de 2018, após receber críticas de integrantes do movimento negro por ser considerada “branca demais” para o papel.

 

Em sua carta de renúncia, a cantora, filha de mãe branca e pai negro e considerada parda na certidão de nascimento, fez uma reflexão sobre o racismo no Brasil e sobre questões como o colorismo.

 

Na carta, Fabiana explicava sua posição: “vi a 'guerra' sendo transferida mais uma vez para dentro do nosso ilê (casa) e senti que a gente poderia ilustrar mais uma vez a página dos jornais quando 'eles' transferem a responsabilidade pro lombo dos que tanto chibataram”.

 

Em seu relato, a cantora lembrou violações históricas e conta que tomou a decisão “por ter dormido negra numa terça-feira e numa quarta, após o anúncio do meu nome como protagonista do musical, acordar ‘branca’ aos olhos de tantos irmãos”.

A discussão, que trouxe muitos pontos de vista às questões da identidade racial, pode ser encarada de duas formas: a primeira, tida pelo senso comum como separatista, enxerga a escolha do papel como uma representação de racismo, ao se optar por “clarear” o tom de pele da interprete da sambista, que em sua carreira, teve sua negritude como verdadeira arma de resistência.

 

Já a segunda, traz o ponto de vista dos pardos, ou os negros de pele clara, que defendem o fato de que Fabiana foi escolhida pela própria família da sambista e também representa símbolo de resistência no movimento negro.

Na opinião da cantora Layla Leonel Arruda, de 35 anos, mulher negra de pele clara e resistente do movimento negro, houve descomedimento das duas partes. “Deve-se sim reconhecer que há certa forma de racismo velado por trás da escolha. Em diversos outros espetáculos, espaços da mídia, cinema e afins, nota-se predileção por tons mais claros. O colorismo é a base disso. A discussão trazida com a escolha foi de suma importância”, enfatiza.

“Por outro lado, não se deve ignorar, rechaçar ou agredir verbalmente uma atriz, negra de pele clara, por estar neste lugar de vantagem. Ela ainda é uma mulher negra e o fato de estar ali, já representa um avanço pra mim”, complementa, lembrando que o “problema é o extremismo. O problema é não compreender como a pigmentocracia se apresenta. Muitos negros de pele clara estão em uma posição segundo a qual negros de pele retinta não poderiam sonhar, em nossa sociedade. Mas esses negros, estando ali, apresentam uma resistência. Eles precisam reconhecer essa vantagem, trazer a pauta para a ótica dos mais retintos e assim, contribuir para que esse tipo de discriminação não aconteça”.

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Na foto, à esquerda Fabiana Cozza e à direita Dona Ivone Lara

Para a presidente do Instituo Géledes, Marya Silvia Aparecida de Oliveira, o colorismo é um meio de refletirmos as questões raciais no país, em toda a sua complexidade. De acordo com ela, “uma pessoa que tem em seu DNA a ascendência negra, não deixa de ser uma pessoa negra, mas passaria por uma pessoa branca mais facilmente – logo, tem mais vantagens”.

“O colorismo traz essa questão de vantagem”, afirma, enfatizando que usa o termo vantagem, não privilégio. “Privilégio é o que uma pessoa branca possui em todos os aspectos econômicos, sociais e políticos, sobre uma pessoa negra. A vantagem é o que o pardo tem. Ele está só um pouco mais a frente em questões de ‘passibilidade’ que um preto tem, mas continua sofrendo muitas das mazelas que o racismo incita”, explica.

Então, sim. É importante reconhecer que um negro de pele mais clara, ou pardo ou mestiço, terá mais vantagens em relação ao negro de pele mais escura, o preto, mas estes dois lutam, no fim, por um objetivo final.

De acordo com Clodoaldo Arruda, essas discussões são importantes para o movimento, mas de início, deve-se preocupar-se primeiro com a inserção de corpos negros nas empresas, na publicidade. “Eu não me importo com a tonalidade do negro x e do y; estou um pouco mais preocupado é com o percentual que é morto constantemente, com o percentual que faz parte da maioria da população carcerária e o porquê disso”.

 

De volta para o caso de Matheus, ele acredita que não deveria existir esse separatismo, que coloca pessoas negras de pele clara contra pessoas de pele mais escura. “Reconheço e trabalho todos os aspectos que o colorismo traz como vantagem para alguém como eu, mas é importante sempre ressaltar como o pardo sente essa vivência e discriminação negra”.

Pelo ponto de vista histórico, pode-se pensar na separação usada na época do escravismo, em que a mulher negra parda, de pele mais clara, permanecia dentro da casa grande, nas atividades da cozinha, na limpeza, como ama de leite e entre outros serviços tidos como “domésticos”, enquanto que a mulher negra de pele mais retinta era mantida na lavoura.

A historiadora Giselle classifica esse assunto como “extremamente complexo”, e afirma que trazer esse tipo de discussão, em forma de disputa, gera um “enfraquecimento e uma fragilidade maior na luta racial”.

 

Giselle traz um ponto interessante para a reflexão, ao contar a história de sua família. Seus avós, nascidos e criados no estado de Sergipe, ambos negros retintos, tiveram cinco filhos, um homem e quatro mulheres. Apenas um destes cinco tios de Giselle, uma de suas tias, nasceu com um tom de pele mais claro.

 

Segundo Giselle, “por coincidência”, essa foi a única filha de seus avós que estudou durante a infância, foi a única que teve uma trajetória de trabalho mais assertiva do que os outros irmãos e a única que conseguiu alcançar um patamar econômico superior ao oferecido pelos pais. Giselle ainda revela que de todos os irmãos, a tia mais “clara”, também foi única a se casar com um homem branco.

 

“Eu digo que isso tudo aconteceu por coincidência, mas enfatizo e sei que não houve tanto acaso assim. Afinal, eu mesma, não acredito em coincidências na sociedade atual”, afirma. “Não posso deixar de reconhecer que sim, pessoas de pele mais clara vão ter algumas facilidades frente a pessoas negras de pele mais retinta, porque só de observar a estrutura da minha própria família, vejo uma exemplificação disso”, complementa.

 

“É importante falarmos sobre isso. É importante que a sociedade em geral, seja ela branca, negra ou parda, saiba disso. Mas também é importante não esquecer que algumas facilidades, não significam não ser vítima de racismo,  não significam inserção social, tal como uma pessoa branca teria”.

 

A partir daí, percebe-se como o colorismo se apresenta no país.

 

Voltando às percepções sobre o colorismo pelo ponto de vista do pesquisador Antônio Carlos, a diferença entre os negros de pele clara e os negros de pele escura, é nítida, porém, envolve outras questões, como as “questões geracionais, questões de classe social e os ambientes pelos quais as pessoas transitam”.

Sobre privilégios

Tudo uma questão de classe

Em alguns momentos, em determinadas esferas, o ser pardo, negro de pele mais clara, pode vir a sofrer a mesma discriminação racial que um negro de pele retinta, se este transita em locais de predominância branca.

 

É o que aconteceu com o economista Vincent Lukas Gonçalves, de 28 anos.

 

Ele sempre estudou em escolas públicas, na região onde cresceu, no município da grande São Paulo, Taboão da Serra. Por volta de seus 15 anos, quando ingressou no ensino médio, passou a estudar numa escola no bairro da zona sul de São Paulo, Pinheiros.

 

Conhecidamente como uma região nobre da capital, a escola para qual Vincent foi tinha predominância de alunos brancos e de classe social mais abastada.

“No meu convívio social até então, eu sempre fui o mais claro, mas quando eu passei a frequentar outras esferas, aí sim, ali, naquela escola, passei a ter uma noção muito maior da minha negritude. Visualmente, a questão era muito mais óbvia”

 

Ele relembra que sua sala de aula, era composta por em média, 30 alunos, e seus colegas considerados negros, com tom de pele parecido com o seu chegavam a 5 ou 6 alunos. Essa percepção foi tomando proporção maior, quando passou a notar que a média de alunos negros era menor ainda em outras salas.

 

“Na escola tínhamos algumas atividades em grupo e eu costumava me reunir sempre com os mesmos colegas. Eram mais quatro alunos, que eram parecidos comigo, negros de pele clara, e mais três alunos brancos. Um dia uma colega de classe me contou que alunos da sala chamavam esse nosso grupo de ‘black people’ (gente preta). Na minha antiga escola eu nunca havia passado por uma situação daquela, mas fica meio óbvio que quanto mais branco um lugar for, mais negro você será”.

Já o publicitário Diego Rodrigues, de 26 anos, que vivenciou história semelhante à de Vincent, acredita que essa percepção já ocorre no simples ato de sair do âmbito familiar. “A partir do momento em que você sai da sua casa, a partir do momento em que você entra em contato com outras pessoas que não tem a mesma pele que você, aí você percebe. Aí que você entende que você é negro. Desde o primeiro momento em que eu passei a conviver com pessoas que vivem realidades diferentes da minha, eu me reconheci.”

 

Diego possui fenótipos mais finos, cor de pele um pouco mais escura, e seus cabelos são cacheados, mas quase ondulados.

 

A avó de Diego foi uma mulher escravizada e a miscigenação em sua família ocorreu entre índios, negros e árabes. Sua família mescla muito entre negros e brancos, mas Diego sempre se identificou como uma pessoa negra.​

 

“Eu não precisei me identificar através de outras pessoas, eu não precisei que alguém me dissesse isso. Eu me olho no espelho e não me vejo branco. Isso basta.”

 

O publicitário ainda conta que já foi questionado sobre sua identificação. “Já vivi muitas situações de confronto, porque meu cabelo não é crespo, é cacheado. Então quando eu corto o cabelo bem curto, o aspecto é quase liso. Aí as pessoas perguntavam pra mim assim: ué, mas você é negro e o seu cabelo é liso? Então você é um negro falso.”

 

Diego, mesmo argumentando que o cabelo se dava a origem indígena que trazia na família, sempre ouviu o mesmo tipo de vexatória. “Quando você é uma pessoa não branca, mas é um não branco diferente dos fenótipos ‘comuns’, as pessoas não veem você de imediato como uma pessoa negra... Só que isso é uma identificação visual, pela identificação social que essas pessoas têm, eu sinto totalmente a diferenciação racial acontecendo. Então assim, independente de eu ter o cabelo liso ou não, o que conta no fim do dia é o tom da minha pele.”

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A presença de Anitta

Ao jogar no site de buscas Google o nome da cantora de funk brasileiro Anitta e a palavra “negra”, uma enxurrada de resultados com as mais diferentes chamadas aparecerem.

 

Isso porquê Anitta faz parte de um daqueles casos mais fronteiriços, em que a identidade racial se fará presente a partir da escolha de ambiente a se frequentar, cor e textura de cabelo e, especificamente em sua profissão, a partir do ritmo musical escolhido.

 

O nome de Anitta é muito citado em discussões sobre identidade racial, pois além de suas características extremamente miscigenadas, a cantora já protagonizou diversos casos que envolviam pautas como a apropriação cultural, a chamada “afro conveniência” e o ser pardo no Brasil.

 

​Muitos dizem que Anitta é uma mulher negra de pele clara,outros defendem que ela é parda, sim, porém não poderia ser classificada como uma mulher negra e há quem afirme que a cantora é uma mulher branca, porém está dentro dos padrões que a mulher brasileira carrega.​

Em uma das diversas ocasiões em que sua racialidade gerou polêmicas, Anitta fez uso das tranças nos cabelos, procedimento estético muito usado por mulheres negras, de cabelos afro e que contém herança oriunda dos povos africanos e da cultura rasta.

 

Acusada de se apropriar culturalmente do penteado, sem reconhecer seu valor histórico e simbólico, muitos acreditaram que uma mulher “branca” como Anitta não deveria fazer uso da cultura africana, para autopromoção.

E afinal, a Anitta, é negra, é parda ou é branca?

Dentro da discussão, que abrangeu, inclusive, a classificação de pele da cantora, Anitta se defendeu afirmando que “no Brasil, não existe essa história de apropriação cultural, pois somos todos descendentes de índios e negros” e aqui “ninguém é branco”.

 

Com o posicionamento de Anitta, dúvidas como “é possível pontuar o que é ser negro no Brasil?” ou “a negritude está apenas na cor da pele?” tomaram novamente espaço relevante na sociedade.

Para Maria Sylvia, o problema em xeque, para o movimento negro, não é a “branquitude” de Anitta. “O movimento negro sabe muito bem quem é Anitta, que ela é uma mulher negra, uma mulher negra de pele clara. O que acontece é que, por ter um fenótipo em que consegue a tal da ‘passibilidade’, a tal da ‘transição’, ela constantemente recorre a procedimentos estéticos que a distanciam de seu reconhecimento como negra. E novamente, o movimento negro não está aqui para julgar isso, afinal, ela assume o posicionamento social que bem entender e que, convenhamos, tem relação direta com a dificuldade de se assumir esse papel da negritude no Brasil”, analisa.

 

“A Anitta pode pintar o cabelo de loiro, alisá-lo, fazer plástica no nariz e isso pode aproximá-la, aqui no Brasil e alguns países da América Latina, a uma mulher branca. Claro que, se ela for a qualquer país em que as questões de raça são mais esclarecidas, não haverão dúvidas sobre quem ela é”, acrescenta.

 

Para Maria Sylvia, a problemática em relação às classificações de Anitta e como ela transita sobre elas, está em seu contexto e posicionamento como uma pessoa da mídia.

 

“O problema com as tranças de Anitta está no fato de que ela vai usar de todos os recursos da estética negra e da cultura da favela, quando estiver lançando um single específico para a população pobre e preta ou que represente essa sua origem do ‘funk’ e quando ela vai lançar uma carreira no exterior, cantando em inglês para um público de classe superior, ela deixa o cabelo liso, loiro e o rosto menos bronzeado, para fugir dessa mesma primeira estética. Isso é o que costumamos chamar de afro conveniência e apropriação cultural”.

“É muito fácil assumir um posicionamento de ‘resistência’ ou de ‘negritude’ e abraçar essa famosa ‘brasilidade’, para atingir um público em específico ou estar na pauta desses assuntos em voga. O difícil mesmo é assumir esse rojão e esses discursos quando eles podem ser vistos como exagero ou como partes de um posicionamento problemático”.

 

Sobre o tópico de “no Brasil, ninguém é branco”, que Anitta levantou, os dados estatísticos de segregação, privilégios e discriminação, replicam a colocação.

 

Sim, estamos no país da diversidade, no país da mistura, mas como pontua o professor Juarez, “essa verificação ocorre de maneira deturpada quando baseada nas questões genotípicas, pois devido à constituição da população brasileira, que tem base majoritária na miscigenação, sim, grande parte da população já possui descendência de negros e índios”.

 

Mas quando avaliamos as questões de luta ao racismo, de acordo com Juarez, os fenótipos ainda são prioridade: “a cor de pele ainda influencia muito na vivência de um indivíduo e, logo em seguida, vem as características como a textura de cabelo, e os aspectos fisionômicos”.

 

Para ele, essas três classificações são o suficiente para se observar se uma pessoa é preta, parda ou branca.

 

Além de tudo isso, um ponto muito importante é a construção da identidade da pessoa, e Juarez classifica que “nos casos mais fronteiriços, segundo os quais não se consegue definir apenas olhando as características, a forma de se colocar de uma pessoa na sociedade, usando de uma consciência, reforça o que no fenótipo não é tão óbvio assim.”

Sobre privilégios

Então, no fim do dia, quem é negro no Brasil? 

A cantora Layla, dos perfis apresentados até o momento, é a que possui a tonalidade mais clara. Seu pai, negro retinto, sua mãe, branca, caucasiana.

 

Layla é visualmente mestiça. Sua mãe descende de uma mistura de povos europeus (alemães, italianos, espanhóis e franceses), e seu pai tem um conhecimento de descendência mais raso. De acordo com ela, esse lado da família vem majoritariamente do nordeste do país e são todos negros retintos, que em algum momento relacionaram-se com indígenas brasileiros e com negros africanos da diáspora.

Não o bastante, Layla ainda é uma pessoa pública e, naturalmente, a forma como se classifica influencia muito em sua arte, seu público e em diversos aspectos de sua carreira.

 

Ao ser questionada sobre sua classificação em censos populacionais, Layla apresentou um ponto de vista classificado como um “dilema sem fim”, porém que cabe como uma visão consciente de todos os pontos apresentados até então.

 

“Na minha prática diária, eu sou uma mulher negra. Minha vida envolve a minha negritude. Porém, quando eu sou colocada contra a parede e tenho que decidir, eu acabo optando pela classificação ‘parda’, por uma questão de tonalidade da pele mesmo”, afirma.

Ela explica a escolha da auto declaração: “Eu me classifico como ‘parda’ também por ter uma percepção específica sobre determinados pontos sociais que são destinados a mim como uma ação afirmativa ou não. Acabo optando por essa opção por saber que há sim uma diferença de tratamento e oportunidades em relação a tons de pele”.

Layla se enxerga como uma mulher negra, em todos os aspectos de sua vida, porém, sabe que a percepção de outros em relação à sua identificação é conflituosa. “Acredito que esse ponto sempre vem acompanhado de uma conveniência. Quando é conveniente eu posso ser negra ou branca”.

 

Ela ressalta que quando essa percepção é vinda de amigos e familiares, ela é vista como uma mulher negra, até por seu posicionamento perante a sociedade como um todo. “Mas, na sociedade em geral, pelo o quê eu considero como uma ignorância em relação a essa questão étnica e racial, eu sou majoritariamente branca”, conta.

 

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Sobre o posicionamento em relação ao lugar do pardo na sociedade, no movimento negro e até na perspectiva de maioria, que tratamos acima, Layla afirma: “Acredito que é importante que o movimento negro abrace todos os tons”.

 

Segundo ela, o movimento negro ensina a ter esse olhar, a ter essa análise e essa capacidade crítica e de observação da sociedade e isso acarreta no ‘ser pardo’, finalmente, entendendo seu papel e como se colocar.

 

“A base fortificada, que me ajuda e me dá esse suporte veio do movimento negro e isso me ajudou a entender como funciona cada recorte situacional que ocorre. Perante esses problemas étnicos e raciais de percepção, eu sei me portar”.

 

“Não é o pardo deixado em meio à sociedade sem rumo, sem saber quem é, que vai aprender isso sozinho. E não é o branco que ensinará isso a ele. Porque, apesar de todos os ‘poréns’ trazidos na discussão, uma coisa é óbvia: o pardo não está na mesma vantagem e lugar que o branco”, ela conclui.

Tom sobre tom​

Não existem respostas concretas para definir alguém, principalmente se essa ótica está atrelada a percepção individual de cada um, mas é importante compreender os processos históricos que nos fizeram chegar até o momento político e social que a identificação racial enfrenta hoje.

Os debates sobre essa questão estão longe do fim e devem ser incentivados para que possamos cada vez mais nos posicionar sobre o próximo e as relações de poder e discriminação que permeiam a sociedade.

 

Como forma de convite, após todo esse percurso e casos de classificação racial, pedimos para que você se olhe no espelho hoje e se pergunte: e aí, quem você é e qual é o seu papel nisso tudo?

Vamos parar pra pensar sobre isso?

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